Certa vez ouvi de uma professora, quando ainda estava na faculdade, que o dia em que ela não tivesse mais o que conversar ela teria morrido (Claro que ela não disse com essas palavras, foi o que eu conclui da história que ela contou, certo?)
Certa de que um bom bate papo nunca termina e ansiosa para concretizar as ideias que arquitetei durante o bate papo, resolvi compartilhar esse meu problema. Você pode sofrer da mesma coisa ou conhece alguém que sofra?! (risos)
Muitas e muitas vezes converso na sala dos professores com os meus amigos de trabalho. Em menos de um minuto consigo ter ideias bacanas que concretiza a interdisciplinaridade, que para alguns profissionais de educação é um alvo inalcançável.
Foi em um desses bate papos sobre feira de ciências que pensei na possibilidade de transformar o trabalho que estava desenvolvendo em Filosofia em algo que pudesse ser aproveitado para tal evento escolar.
No oitavo ano estávamos falando sobre "Como conhecer?" e os alunos estavam preparando uma sala temática dos sentidos. Planejamos o trabalho durante todo o ano letivo e estamos no quarto bimestre.
Entrei em sala para conversar com eles sobre a possibilidade de utilizarmos a "sala sensorial" na feira de ciências e eles acharam legal e me perguntaram como poderiam fazer. Eu lhes disse que iria ler a proposta da feira de ciências e pensaria em uma forma. A aula acabou e fui para outra sala.
No meio da outra aula uma aluna bateu na minha porta e disse: "Professora já resolvemos? O conhecimento, para Aristóteles, tinha que ser alcançado pela experiência e nas aulas de ciências falamos sobre os cinco sentido. Pronto, menos uma trabalho."
Na hora fiquei feliz, poxa olha ai a interdisciplinaridade!!!!!
O que eles e nem eu sabíamos era que até o dia da feira a turma teve uma mudança de postura incrível e passaram a ser realmente uma turma.
A apresentação foi um sucesso.
E você, não tem uma história dessas para contar?
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