sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Educação para os sentidos

Pois é, tenho uma filha de cinco anos e observando as atividades por ela desenvolvida na escola percebo que a todo momento ela está sendo estimulada a pensar, observar e concluir sobre diversos assuntos. Dessa forma, sua mente vai construindo o seu conhecimento por meio de acumulo de experiências concretas de olfato, paladar, visão, audição e tato. O que ela experimentou fica armazenado na sua subjetividade e, a partir daí, ela começa a utilizar o que apreendeu em outras vivências fora de sala de aula.
Aí vem a minha frustração. Por que as minhas aulas de História e Filosofia não consegue se transformar em conhecimento concreto? Onde a escola deixa de ser um local de experiência e ação e passa a ser um banco, que a cada dia deposita um pouquinho do repertório do conhecido e espera que renda juros (notas altas na prova)?
Nesse ano ousei! Nas aulas de filosofia procurei resgatar os sentidos dos alunos. No terceiro ano os alunos comeram a folha do jambu (verdura paraense) e tiveram que classificá-la como se tivessem achado uma nova espécie botânica. Brincaram de botânicos do século XIX e de aristotélicos renascentista. Sabe qual foi o resultado? O nome da planta ficou "verdum explosivum refrescante".
Se quiserem conferir as motivações sensoriais que os alunos tiveram para renomear a jambu com esse nome é só experimentar!
Você que já comeu jambu, concorda com esse nome?